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domingo, 19 de julho de 2009

Descanse em paz

Chega esse mês nas bancas a primeira parte da saga “Batman: descanse em paz”, saga essa que promete fazer com que o Bruce Wayne morra, deixando o manto do morcego para outro. Nos quadrinhos, é praxe a morte de um ou outro personagem, mas, quando esse personagem é um ícone como Batman, a coisa muda de figura.
Sempre foi consenso entre as editoras e os teóricos (incluindo aí Umberto Eco) a necessidade de se manter um certo status quo dos personagens, pois a inércia no status do personagem manteria a fácil identificação deste com o público e, portanto, a fácil assimilação de suas histórias.
A morte de Bruce não é algo de vanguarda ou uma tentativa da DC comics (editora do Batman) de se afastar do público. Pelo contrário: através de um acontecimento bombástico a editora pretende chamar a atenção do público e aproximá-lo do personagem. Até aí, nada de novo. O que é novo é o interesse do público por sucessivas mudanças nos personagens.
Antigamente era necessário manter o padrão do personagem e hoje parece ser necessário sempre alterar tal padrão, fazendo com que o herói sofra constantes crises. Se o status quo antigo era rígido, o status quo atual é movediço. Hoje, é necessário fazer com que a mudança efetivamente atue nas histórias em quadrinhos. Seria por que um status quo rígido já não garante a fácil identificação e assimilação de um público advindo de uma sociedade cuja tecitura das relações encontra-se movediça e sem padrões rigidamente estabelecidos?