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domingo, 1 de novembro de 2009

This is it

This is it”, filme póstumo de Michael Jackson que estreou nessa quarta-feira, permite múltiplas perspectivas. Feito às pressas depois da morte do astro, com intuito de ficar apenas duas semanas em cartaz para depois ser vendido em DVD no natal, o rótulo de caça níquel é inevitável.

Infelizmente, durante a projeção, tal rótulo é comprovado. A estrutura da película, um híbrido entre documentário e musical, acaba sendo mais uma colcha de retalhos daquilo que poderia ter sido e não foi devido a essa pressa. A parte “documentário” é muito rasa, permitindo pequenos vislumbres de como Jackson e sua equipe trabalhavam. A parte “musical”, o grosso de “This is it”, é uma coleção de ensaios esperando um show para formatá-los. O material todo ficaria muito bom como um DVD de extras do show, não como um filme em si.

Mas, estamos falando de Michael Jackson, e é aí que entram as múltiplas perspectivas do filme. Não basta analisá-lo como produto acabado; há de pensar em “This is it” como a lembrança de uma das maiores figuras da história da música. Assim a obra ganha suas verdadeiras cores e cresce em importância, e nisso ela acerta, por ser uma bela lembrança.

Fugindo das controvérsias envolvendo a vida de Jackson e sua morte, “This is it” mostra, com dignidade, um Michael como todos deveriam se lembrar: um sujeito focado em seu trabalho, perfeccionista, preparando-se para um grande show. Não duvido se em todas as sessões ao redor do mundo todos baterem palmas.



terça-feira, 30 de junho de 2009

Jackson 1

Michael Jackson morreu e não deixarão o homem em paz por um tempo, seja através de comentários sobre sua conturbada vida pessoal ou sua privilegiada carreira artística. O nome Michael Jackson será ouvido muito durante essas semanas, e não à toa.
Jackson foi um artista sui generes, brilhante. Pioneiro e visionário ao associar música e imagem, ele inovou não só no conceito de videoclipe, mas também no conceito de show e marketing. Assim, Michael acabou formatando a concepção do artista pop como um todo. É impossível, depois dos anos 80, imaginar alguém que não tenha sentido o mínimo de sua influência.
Imagino que, como artista cuja imagem rende milhões e é reconhecida no mundo todo, Michael poderia ter ido além e finalmente ter feito com que pairasse, dentro do meio artístico, a responsabilidade política por seus atos. O único “gesto” político tomado por ele foi um superficial “USA for Africa”, que, ao invés de propor uma mudança social, mais valorizou o assistencialismo.
Tirando esse porém, Jackson foi um artista completo e lendário. Um ícone, que não merecia ter sofrido tanto em sua vida pessoal.