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domingo, 9 de agosto de 2009

A boa e velha rádio AM

Na semana em que tudo aconteceu, nada, na verdade, aconteceu. Tivemos de assistir às trocas de acusações entre Simon (PMDB - RS) e Renan (PMDB - AL), depois Simon e Collor (PTB - AL), e, por fim, Tasso (PSDB - CE) e Renan.


O resultado de tudo isso? O conselho de ética arquivou todas - eu repito - todas as acusações que pairavam sobre Sarney e o nosso presidente do Senado continua lá, sem renunciar.


Fiquei inconformado com o causo e fui procurar gente disposta a compartilhar a minha dor. Em tempos de internet, nada melhor que o Twitter para apaziguar-se a alma, ainda mais depois de saber do movimento "fora Sarney". Pois bem: reza a lenda que os desbravadores desse movimento no Twitter foram Rafinha Bastos, do CQC, repórter Vesgo, do Pânico, Marcos Mion, da MTV, e Júnior Lima, irmão da Sandy. A mais fina flor da nossa televisão brasileira. Logo depois do discurso do Sarney, resolvi averiguar o Twitter de cada um para ver o que acharam do referido discurso.

Rafinha Bastos, em seu Twitter, estava interessado em um vídeo da internet e nem mencionou nada sobre o Senado: "Depois o sucesso do vídeo do casamento dançante, agora é hora do divórcio: http://bit.ly/16nJAy", postou ele. Deve ter sido um lapso, pensei, e fui ver o comentário do repórter Vesgo sobre o causo, mas acredito que ele se esqueceu também: "Domingo você conhecerá um novo esporte que virou moda na praia: o Cocobol. Imperdível!! http://twitpic.com/cw4i8". Realmente, o Cocobol deve interessar mais que a permanência ou não do presidente do Senado. Imperdível!, mesmo.

Depois de meus dois insucessos, não me abati e fui ver os comentários de Marcos Mion: "Gravando o quinta! http://yfrog.com/4qaywj". Tudo bem, ele estava gravando o programa Quinta Categoria, mas passou a semana inteira sem nem ao menos mencionar o caos no Congresso. Por fim, sobrou o Júnior Lima. Em seu Twitter, ele tinha outras preocupações: "RT @acmpereira http://twitpic.com/ctl2k"; nada sobre o Senado.

Decepcionado, principalmente com aqueles que tentaram fazer Ashton Kutcher participar do "fora Sarney", sai da internet. Liguei o rádio na AM mesmo e deixei o Twitter com seus vídeos e piadas para lá.

PS: Nada contra piadas e Twitter. O que me deixa triste é esse pessoal usar um fato político como matéria para um humor infantil, ao invés de usar o humor como fato político.

PPS: Em resumo, a tentativa de colocar Ashton Kutcher no "fora Sarney".



Cuidar da política do meu país? Fuck!

terça-feira, 4 de agosto de 2009

Sarney

Ontem Pedro Simon (PMDB - RS) foi duramente atacado e criticado. Renan Calheiros (PMDB - AL), entre outras críticas, chegou a acusá-lo de incoerência; Fernando Collor de Mello (PTB - AL), além de afirmar que Simon seria um político magoado desde 1986, na época de Tancredo, disse também para Simon engolir suas palavras antes de pronunciar o nome Collor. Entre as acusações dos senadores, sobrou até a acusação de que Simon estaria fazendo nada com relação ao próprio estado, cheio com os escândalos de Yeda Crusius (PSDB - RS). Tudo isso porque Simon se pronunciou favorável à renúncia de Sarney.

Oras, a tropa de choque do Sarney conseguiu o seu intuito: além de silenciar o discurso de Simon, que se viu obrigado a passar a se defender, devido às acusações, desviou o foco da imprensa, que, ao invés de noticiar algo como "Simon pede a renúncia de Sarney", teve de noticiar a celeuma provocada pelo discurso.Que Deus tenha piedade de nós.

domingo, 5 de julho de 2009

Anúncio

A semana passada serviu mais como anúncio da semana vindoura do que um desenrolar de fatos propriamente ditos. O funeral de Michael Jackson e o desembarque de Manuel Zelaya em Honduras ditarão o ritmo das pautas dos jornais futuros.
Cá na terra, Sarney continua num vai não vai de seu cargo, e José Alencar faz nova parada em hospital.
Lula recebe o Corinthians em Brasília e estamos conversados: depois da queda do São Paulo na Libertadores 2009, quero férias de futebol.